sábado, 18 de julho de 2009
A província é aqui

A imagem acima é uma mostra do provincianismo que subjuga Porto Alegre e o RS como um todo. O mito do gaúcho guerreiro e bravo nunca foi tão mito. E um mito tão decadente e borrado. Por que as declarações de um presidente petista sempre tem uma maior repercursão que delirantes ações da governadora tucana do estado. Por qual motivo?
Como está postado no Mídia Mundo é preciso sair do estado para entender o que esta acontecendo aqui. Nossas mídias estão praticamente construindo uma realidade paralela. E a possibilidade de existir uma relação entre essa realidade-ficção e a apatia esquizofrênica do povo gaúcho e, principalmente, da classe média é aterrorizante porque demonstra uma população que consome informação apenas de meios tradicionais, ou ainda, os tem como os mais críveis. Isso pode significar que mesmo tendo acesso a internet - por ex. - o comportamento em relação a notícias online é condicionado pela sua cultura de consumo de informação offline.
Nenhum dos nossos principais jornais deu o peso que devia ao acontecido do protesto do Cpers em frente à casa de Yeda. E consequentemente lavaram às mãos na hora de posicionar-se em relação a postura lamentável dessa senhoram que expos os próprios netos para ver se conseguia sair melhor na foto.
Por isso, recomendo também a leitura de:
http://www.novacorja.org/?p=5364
http://diariogauche.blogspot.com/2009/07/situacao-esta-insustentavel.html
terça-feira, 30 de junho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009
Abaixo eu posto uma peça belíssima de Pachelbel, Canon em Ré Maior, peça mais famosa do compositor, que tantas vezes escutei, mas que nunca soube de quem era.
Universidade x lógica de mercado

Excelente texto de Olgária Mattos. A filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo, questiona a partir dos últimos eventos ocorridos durante a greve da USP a mercantilização do ensino superior no país. Inevitável questionamento sobre a realidade que vivemos em nossas universidade. Não há de fato projetos para a universidade que contemplem a graduação como a iniciação adequada à pesquisa, e tudo que se pensa, em relação à produção acadêmica, se refere à números e quantidade. Penso em como naturalizamos esse entendimento de quantidade = eficiência. E como muitas vezes o que procuramos na graduação é tão somente uma habilitação à profissão que queremos desempenhar.
Penso no meu caso, de alguém que graduado em filosofia, se submeteu a uma segunda graduação, de um curso com teor muito mais técnico e pragmático que o primeiro caso. Não consigo mensurar o que essa longa volta de 5 anos - que alguns podem julgar desperdício de tempo - fez por mim. Ao mesmo tempo que essa mesma volta torna a graduação em comunicação social [com ênfase em publicidade] quase uma brincadeira. A disparidade entre os dois cursos, no sentido acadêmico, é absurdamente grande. Mas os habituados à técnica se perguntam: não é assim mesmo que tem que ser? Como equilibrar essa balança? Publicitário, eu não vou aprender a ser no cotidiano da graduação. Mas também não um pensador da comunicação. Então, afinal de contas, a graduação é só fachada? Realmente repetimos a lógica do ensino médio e fundamental, do 'professor finge que ensina, e aluno finge que aprende?'
É importante levar a sério essas questões e não tomar como natural, afinal de contas, que a educação tem valor por sí, e não deve ser medida em função de resultados e sucesso. Procurados principalmente em função da popularização de faculdades que prometem formar 'melhores profissionais''. E Isso vai contra um tentativa de democratizar a universidade, e isso vai contra a função histórica da universidade. A universidade, não pode transformar-se em uma refém da lógica de mercado, pois a universidade não está subordinada à ele, como pensam alguns, assim como outras esferas da vida não estão. Mas com ficam aqueles que querem ser melhores profissionais? Aí, por ordem de prioridades me pergunto, o que precisamos mesmo é de melhores profissionais?
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A imagem é da campanha, 'educação não é mercadoria', lá do site da CONTEE.