sábado, 18 de julho de 2009

A propósito, também não engoli o posicionamento pró Sarney e pró Collor do Lula. Não sou ingênuo de achar que a governabilidade não tem um preço. Mas também não sou tão calculista e maquiavélico pra não pensar que tudo tem um limite.

A província é aqui



A imagem acima é uma mostra do provincianismo que subjuga Porto Alegre e o RS como um todo. O mito do gaúcho guerreiro e bravo nunca foi tão mito. E um mito tão decadente e borrado. Por que as declarações de um presidente petista sempre tem uma maior repercursão que delirantes ações da governadora tucana do estado. Por qual motivo?

Como está postado no Mídia Mundo é preciso sair do estado para entender o que esta acontecendo aqui. Nossas mídias estão praticamente construindo uma realidade paralela. E a possibilidade de existir uma relação entre essa realidade-ficção e a apatia esquizofrênica do povo gaúcho e, principalmente, da classe média é aterrorizante porque demonstra uma população que consome informação apenas de meios tradicionais, ou ainda, os tem como os mais críveis. Isso pode significar que mesmo tendo acesso a internet - por ex. - o comportamento em relação a notícias online é condicionado pela sua cultura de consumo de informação offline.

Nenhum dos nossos principais jornais deu o peso que devia ao acontecido do protesto do Cpers em frente à casa de Yeda. E consequentemente lavaram às mãos na hora de posicionar-se em relação a postura lamentável dessa senhoram que expos os próprios netos para ver se conseguia sair melhor na foto.

Por isso, recomendo também a leitura de:

http://www.novacorja.org/?p=5364

http://diariogauche.blogspot.com/2009/07/situacao-esta-insustentavel.html

terça-feira, 30 de junho de 2009


Se uma imagem vale por mil palavras, esses twitts valem por um post. Esse print traz comentários que fiz no twitter sobre o caso dos twpiratas. Bom, o caso é que pseudo celebridades brasileiras ou subcelebs começaram uma campanham boba para que uma tag boba entrasse nos trend topics do twitter. E pra resumir, se submeteram ao patético papel de pedir pro Ashton Kutcher [!?] twittar: fora Sarney. Eis que o marido da Demi Moore respondeu, que o problema é do povo brasileiro. Além da inevitável vergonha alheia, fica a sensação de que é impossível que exista um espaço democrático sem que tenha os que não sabem fazer uso desse espaço. O twitter parece nesse momento mais próximo do orkut do que muitos gostariam. É o preço da popularização. Outros, ainda falando de subcelebs, estão oferecendo tvs para serem seguidos. E isso tudo mais ou menos uma semana depois de vermos um povo - os iranianos - fazerem do twitter um de seus principais canais para a vazão da sua voz amordaçada nas mídias convencionais. É bem um abismo entre uma coisa e outra. Só pra deixar anotado. Outro dia acrescento as notas de rodapé.

domingo, 28 de junho de 2009

A propósito, passei pela Parada do Orgulho Gay, hoje à tarde na Redenção. Eu que nunca presenciei o evento, achei a coisa toda bem morna, poucos particpantes, pouca diversidade, alguém de cima do caminhão/ trio elétrico falou sobre não terem apoio do governo, embora, ali na João Pessoa, em frente ao parque o diretório do PMDB estivesse em festa, com música, bandeiras e balões lembrando a causa. Alguém sabe de alguma coisa?
Eu tenho uma paixão guardada pela música clássica, uma paixão quase platônica de tão distante que a chamada música erudita esteve de mim. Por isso, abençoada seja a internet por me permitir ficar mais próximo desse objeto de admiração e encanto que por tantas vezes me escapou. Quem sabe agora, a tecnologia possa dar espaço para esse ídilio.

Abaixo eu posto uma peça belíssima de Pachelbel, Canon em Ré Maior, peça mais famosa do compositor, que tantas vezes escutei, mas que nunca soube de quem era.




Universidade x lógica de mercado



Excelente texto de Olgária Mattos. A filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo, questiona a partir dos últimos eventos ocorridos durante a greve da USP a mercantilização do ensino superior no país. Inevitável questionamento sobre a realidade que vivemos em nossas universidade. Não há de fato projetos para a universidade que contemplem a graduação como a iniciação adequada à pesquisa, e tudo que se pensa, em relação à produção acadêmica, se refere à números e quantidade. Penso em como naturalizamos esse entendimento de quantidade = eficiência. E como muitas vezes o que procuramos na graduação é tão somente uma habilitação à profissão que queremos desempenhar.

Penso no meu caso, de alguém que graduado em filosofia, se submeteu a uma segunda graduação, de um curso com teor muito mais técnico e pragmático que o primeiro caso. Não consigo mensurar o que essa longa volta de 5 anos - que alguns podem julgar desperdício de tempo - fez por mim. Ao mesmo tempo que essa mesma volta torna a graduação em comunicação social [com ênfase em publicidade] quase uma brincadeira. A disparidade entre os dois cursos, no sentido acadêmico, é absurdamente grande. Mas os habituados à técnica se perguntam: não é assim mesmo que tem que ser? Como equilibrar essa balança? Publicitário, eu não vou aprender a ser no cotidiano da graduação. Mas também não um pensador da comunicação. Então, afinal de contas, a graduação é só fachada? Realmente repetimos a lógica do ensino médio e fundamental, do 'professor finge que ensina, e aluno finge que aprende?'

É importante levar a sério essas questões e não tomar como natural, afinal de contas, que a educação tem valor por sí, e não deve ser medida em função de resultados e sucesso. Procurados principalmente em função da popularização de faculdades que prometem formar 'melhores profissionais''. E Isso vai contra um tentativa de democratizar a universidade, e isso vai contra a função histórica da universidade. A universidade, não pode transformar-se em uma refém da lógica de mercado, pois a universidade não está subordinada à ele, como pensam alguns, assim como outras esferas da vida não estão. Mas com ficam aqueles que querem ser melhores profissionais? Aí, por ordem de prioridades me pergunto, o que precisamos mesmo é de melhores profissionais?


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A imagem é da campanha, 'educação não é mercadoria', lá do site da CONTEE.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Em tempo...

Eu sei que tenho que atualizar minha lista de blogs que acompanho... mas anda tão difícil...